segunda-feira, 3 de julho de 2017
Desmedido
Pulsa, bombeia, sustenta
Ritmado
Desmedido
Pulsa incessantemente
Em ritmo constante
Qual a engrenagem das horas (implacável)
Bombeia para dar vigor
Fluindo por veias ansiosas
Agindo sobre nervos em festa
Sustenta o instante desmedido
Explosivo, incandescente.
E tudo se acalma morno, macio...
E assim, no ritmo do caos,
O pulsar da vida
é tornado desmedido das horas
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
Pra você
Eu não sei escrever versos pra você
Minha poesia sempre se alimentou de paixões
Intimidade, cumplicidade
Às favas com a moral!
Compus desejos em estrofes
Ansiei viver todo o lirismo
Mil vezes.
Fazia versos por carinho,
Como homenagem...
Até por saudade
Expandia-me em poesia quando a intensidade extrapolava meus sentidos
Desenhava expectros multicores em prosa
Rimava fluidos e fluxos inebriantes
Já escrevi sobre delicadezas também...
Mas pra você, não sei escrever
Talvez seja hora de parar de tentar.
Minha poesia sempre se alimentou de paixões
Intimidade, cumplicidade
Às favas com a moral!
Compus desejos em estrofes
Ansiei viver todo o lirismo
Mil vezes.
Fazia versos por carinho,
Como homenagem...
Até por saudade
Expandia-me em poesia quando a intensidade extrapolava meus sentidos
Desenhava expectros multicores em prosa
Rimava fluidos e fluxos inebriantes
Já escrevi sobre delicadezas também...
Mas pra você, não sei escrever
Talvez seja hora de parar de tentar.
sábado, 24 de setembro de 2016
Às vezes
Felicidade às vezes é desse jeito
Delicada e amiúde
Em tom de segredo
Assim leve
Meio distraída
Delicada e amiúde
Em tom de segredo
Assim leve
Meio distraída
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
Sobre nuvens
Olhei pra baixo
E só vi névoa
Talvez você quisesse se perder em meio à neblina...
(também tive vontade de me misturar às nuvens)
Perdi você ali.
Olhei de novo
Não lhe vi
Mas desta vez achei o mundo magnífico
O mundo... ele é muito maior do que os nossos sentimentos.
E só vi névoa
Talvez você quisesse se perder em meio à neblina...
(também tive vontade de me misturar às nuvens)
Perdi você ali.
Olhei de novo
Não lhe vi
Mas desta vez achei o mundo magnífico
O mundo... ele é muito maior do que os nossos sentimentos.
quarta-feira, 15 de junho de 2016
Ausência
Eu não sou constante
Sou movida por ansiedades,
esse motor de vontades
que ignora o tempo,
o caminho a percorrer
e outras inconveniências
Eu sou instante
Então nossos versos permanecem em suspenso.
Qualquer dia os concretizamos
Ou os contemplamos na ausência,
que ela também é poesia
Sou movida por ansiedades,
esse motor de vontades
que ignora o tempo,
o caminho a percorrer
e outras inconveniências
Eu sou instante
Então nossos versos permanecem em suspenso.
Qualquer dia os concretizamos
Ou os contemplamos na ausência,
que ela também é poesia
segunda-feira, 23 de maio de 2016
Convulsões

Convulsões se espalham pelo mundo e latejam em meu corpo
Aleatórias e intensas, impõem sua presença caótica sobre a serenidade dos dias
Arrebatam a tranquilidade dos homens, sequestram a CLT
Solapam regras e sentidos, abrindo espaço para o imponderável
O intolerável, o absurdo
O clímax
Rumo, prosa, rima, prumo, tudo em desordem
O caos é a nova ordem
Vilezas são virtudes, despautérios são coragem
Resistência
quinta-feira, 14 de abril de 2016
Querência
Hoje eu quero correr infernos
espalhar indecências
explodir meu corpo contra a boçalidade dos dias
Exprimir toda a sordidez da natureza humana
e encontrar meus demônios (todos!)
Hoje quero degradar a moral, a saúde e os versos
extravasar o indizível
arrebentar certezas nas contradições cotidianas
explodir... (mil vezes)
Hoje eu quero ser livre.
segunda-feira, 14 de março de 2016
COURAÇA
Quando lasca a chibata
no fundo da alma
e o couro corta
o sangue e as lágrimas vertem
desfecho inevitável
Mas não se afobe tão cedo
o fim não chegou (não é tempo de rendição)
as feridas se cicatrizam,
as lágrimas secam
e endurecem a couraça por onde correram
no fundo da alma
e o couro corta
o sangue e as lágrimas vertem
desfecho inevitável
Mas não se afobe tão cedo
o fim não chegou (não é tempo de rendição)
as feridas se cicatrizam,
as lágrimas secam
e endurecem a couraça por onde correram
terça-feira, 1 de março de 2016
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