Felicidade às vezes é desse jeito
Delicada e amiúde
Em tom de segredo
Assim leve
Meio distraída
sábado, 24 de setembro de 2016
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
Sobre nuvens
Olhei pra baixo
E só vi névoa
Talvez você quisesse se perder em meio à neblina...
(também tive vontade de me misturar às nuvens)
Perdi você ali.
Olhei de novo
Não lhe vi
Mas desta vez achei o mundo magnífico
O mundo... ele é muito maior do que os nossos sentimentos.
E só vi névoa
Talvez você quisesse se perder em meio à neblina...
(também tive vontade de me misturar às nuvens)
Perdi você ali.
Olhei de novo
Não lhe vi
Mas desta vez achei o mundo magnífico
O mundo... ele é muito maior do que os nossos sentimentos.
quarta-feira, 15 de junho de 2016
Ausência
Eu não sou constante
Sou movida por ansiedades,
esse motor de vontades
que ignora o tempo,
o caminho a percorrer
e outras inconveniências
Eu sou instante
Então nossos versos permanecem em suspenso.
Qualquer dia os concretizamos
Ou os contemplamos na ausência,
que ela também é poesia
Sou movida por ansiedades,
esse motor de vontades
que ignora o tempo,
o caminho a percorrer
e outras inconveniências
Eu sou instante
Então nossos versos permanecem em suspenso.
Qualquer dia os concretizamos
Ou os contemplamos na ausência,
que ela também é poesia
segunda-feira, 23 de maio de 2016
Convulsões

Convulsões se espalham pelo mundo e latejam em meu corpo
Aleatórias e intensas, impõem sua presença caótica sobre a serenidade dos dias
Arrebatam a tranquilidade dos homens, sequestram a CLT
Solapam regras e sentidos, abrindo espaço para o imponderável
O intolerável, o absurdo
O clímax
Rumo, prosa, rima, prumo, tudo em desordem
O caos é a nova ordem
Vilezas são virtudes, despautérios são coragem
Resistência
quinta-feira, 14 de abril de 2016
Querência
Hoje eu quero correr infernos
espalhar indecências
explodir meu corpo contra a boçalidade dos dias
Exprimir toda a sordidez da natureza humana
e encontrar meus demônios (todos!)
Hoje quero degradar a moral, a saúde e os versos
extravasar o indizível
arrebentar certezas nas contradições cotidianas
explodir... (mil vezes)
Hoje eu quero ser livre.
segunda-feira, 14 de março de 2016
COURAÇA
Quando lasca a chibata
no fundo da alma
e o couro corta
o sangue e as lágrimas vertem
desfecho inevitável
Mas não se afobe tão cedo
o fim não chegou (não é tempo de rendição)
as feridas se cicatrizam,
as lágrimas secam
e endurecem a couraça por onde correram
no fundo da alma
e o couro corta
o sangue e as lágrimas vertem
desfecho inevitável
Mas não se afobe tão cedo
o fim não chegou (não é tempo de rendição)
as feridas se cicatrizam,
as lágrimas secam
e endurecem a couraça por onde correram
terça-feira, 1 de março de 2016
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Precipitação
Eu me precipito
Condenso
Viro chuva e caio fria sobre os dias
Despenco de alturas absurdas (curto a queda)
Explodo sobre o concreto
Respingo gotículas de intensidade
Que logo evaporam... novo ciclo
Condenso
Viro chuva e caio fria sobre os dias
Despenco de alturas absurdas (curto a queda)
Explodo sobre o concreto
Respingo gotículas de intensidade
Que logo evaporam... novo ciclo
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Olhos verdes dos meus olhos
Saudosa quimera já era o furor
Esse catalisador de lascívia e ternura
Sintetizador de sentimentos e sensações
Carregava o fardo de dias pardos
Ocres e acinzentados
Cobrindo de poeira e mofo a beleza de gostar
Secando o viço latejante do sorriso aberto
Então me veio seu olhar
Sorrateiro e a miúde
Se esgueirando entre montanhas e muros
Sem estrondo, sem pressa, sem rumo
Como uma aventura (inteiramente nova...!)
E foi ali
No profundo dos olhos verdes dos meus olhos
Que encontrei o furor perdido
(Arrebatada, assisto meu vermelho se rir por inteiro em ti)
Esse catalisador de lascívia e ternura
Sintetizador de sentimentos e sensações
Carregava o fardo de dias pardos
Ocres e acinzentados
Cobrindo de poeira e mofo a beleza de gostar
Secando o viço latejante do sorriso aberto
Então me veio seu olhar
Sorrateiro e a miúde
Se esgueirando entre montanhas e muros
Sem estrondo, sem pressa, sem rumo
Como uma aventura (inteiramente nova...!)
E foi ali
No profundo dos olhos verdes dos meus olhos
Que encontrei o furor perdido
(Arrebatada, assisto meu vermelho se rir por inteiro em ti)
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