Quando lasca a chibata
no fundo da alma
e o couro corta
o sangue e as lágrimas vertem
desfecho inevitável
Mas não se afobe tão cedo
o fim não chegou (não é tempo de rendição)
as feridas se cicatrizam,
as lágrimas secam
e endurecem a couraça por onde correram
segunda-feira, 14 de março de 2016
terça-feira, 1 de março de 2016
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Precipitação
Eu me precipito
Condenso
Viro chuva e caio fria sobre os dias
Despenco de alturas absurdas (curto a queda)
Explodo sobre o concreto
Respingo gotículas de intensidade
Que logo evaporam... novo ciclo
Condenso
Viro chuva e caio fria sobre os dias
Despenco de alturas absurdas (curto a queda)
Explodo sobre o concreto
Respingo gotículas de intensidade
Que logo evaporam... novo ciclo
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Olhos verdes dos meus olhos
Saudosa quimera já era o furor
Esse catalisador de lascívia e ternura
Sintetizador de sentimentos e sensações
Carregava o fardo de dias pardos
Ocres e acinzentados
Cobrindo de poeira e mofo a beleza de gostar
Secando o viço latejante do sorriso aberto
Então me veio seu olhar
Sorrateiro e a miúde
Se esgueirando entre montanhas e muros
Sem estrondo, sem pressa, sem rumo
Como uma aventura (inteiramente nova...!)
E foi ali
No profundo dos olhos verdes dos meus olhos
Que encontrei o furor perdido
(Arrebatada, assisto meu vermelho se rir por inteiro em ti)
Esse catalisador de lascívia e ternura
Sintetizador de sentimentos e sensações
Carregava o fardo de dias pardos
Ocres e acinzentados
Cobrindo de poeira e mofo a beleza de gostar
Secando o viço latejante do sorriso aberto
Então me veio seu olhar
Sorrateiro e a miúde
Se esgueirando entre montanhas e muros
Sem estrondo, sem pressa, sem rumo
Como uma aventura (inteiramente nova...!)
E foi ali
No profundo dos olhos verdes dos meus olhos
Que encontrei o furor perdido
(Arrebatada, assisto meu vermelho se rir por inteiro em ti)
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Banzo
Hoje acordei em desespero, em meio a furacões, trovoadas e muito fogo
Quisera um colo de mãe ou irmã
Quisera tempo para pedir colo
Quisera ser forte para estar ao lado
Abomino minha própria ausência enquanto desejo dias melhores
Viva as lembranças da infância!
Que elas nos façam mais crianças em meio às atribulações de um cotidiano pouco amistoso
Mas curta esse banzo, meu amor... só por hoje
Amanhã é dia de renovação
Quisera um colo de mãe ou irmã
Quisera tempo para pedir colo
Quisera ser forte para estar ao lado
Abomino minha própria ausência enquanto desejo dias melhores
Viva as lembranças da infância!
Que elas nos façam mais crianças em meio às atribulações de um cotidiano pouco amistoso
Mas curta esse banzo, meu amor... só por hoje
Amanhã é dia de renovação
domingo, 8 de abril de 2012
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Beirada do mundo
A vida é mais viva nas torrentes que desembocam na beirada do mundo
Corregozinho, que n'outras terras nada valeria, ganha força em rio de quedas poderosas
O mundo parece extremo
Uma nova velha história faísca o circuito em curto na beiradinha do planeta
Ideias em movimento energizam a pluralidade dos dias
O mundo parece síntese
As ideias ganham força e a vida toma concretude na energia das águas
E o processo supera a forma à medida que a desenha
O mundo parece possível...
Corregozinho, que n'outras terras nada valeria, ganha força em rio de quedas poderosas
O mundo parece extremo
Uma nova velha história faísca o circuito em curto na beiradinha do planeta
Ideias em movimento energizam a pluralidade dos dias
O mundo parece síntese
As ideias ganham força e a vida toma concretude na energia das águas
E o processo supera a forma à medida que a desenha
O mundo parece possível...
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Concreto
Tenho saudade dos meus sentimentos
Dos mais pulsantes aos mais opacos
débeis e vexaminosos
Tenho saudade de mim
Apartada dos vermelhos e ocres das minhas febres
sigo pelos dias ansiosa e vazia
como uma moribunda saudável...
Apartada de mim
Busco refúgio na sordidez humana
Tão mais bela quanto mais estúpida
destilando teorias e vilezas num mesmo discurso redentor
Refugio-me em mim
E quando finalmente se me apresenta o abismo
despenco furiosamente rumo à liberdade
Com a cabeça à frente do corpo delicio-me na queda
mesmo sabendo que encontrarei concreto no fim
Dos mais pulsantes aos mais opacos
débeis e vexaminosos
Tenho saudade de mim
Apartada dos vermelhos e ocres das minhas febres
sigo pelos dias ansiosa e vazia
como uma moribunda saudável...
Apartada de mim
Busco refúgio na sordidez humana
Tão mais bela quanto mais estúpida
destilando teorias e vilezas num mesmo discurso redentor
Refugio-me em mim
E quando finalmente se me apresenta o abismo
despenco furiosamente rumo à liberdade
Com a cabeça à frente do corpo delicio-me na queda
mesmo sabendo que encontrarei concreto no fim
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
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