As reticências da sua existência pesam no meu ser
Dóem
machucam cotidianamente
Antes um ponto final.
Duro, cético...
mas cicatrizante!
domingo, 25 de outubro de 2009
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Avesso do Mundo (uma homenagem à vida)
No sabugo do pensamento
(quando pensar chega a doer)
Achei uma ideia engraçada:
E se o mundo girasse ao contrário?
Seriam os poderosos mais humildes?
E os mais humildes?
Teriam direito a um naco de dignidade?
Ah! Melhor ainda...
Se o mundo girasse ao contrário
Talvez não precisasse mais haver ricos e pobres
Apenas homens e mulheres livres
Simples.
Nessa reviravolta do planeta
Com tudo virado e mexido
O povo seria importante para os governos
Quem sabe não pudesse até mesmo participar efetivamente das decisões?
O povo ditando o rumo...!
Se o mundo fosse virado
Eu teria mais filhos
Pois cada criança seria como uma fonte da juventude
Renovando a energia transformadora própria de cada um de nós
Se o mundo fosse mesmo ao contrário
Até gostar seria mais gostoso
Sem cobranças, opressões
Sem todos os (pré)conceitos arcaicos que matam o amor
Gostar seria cuidar, e ponto
Um dia ainda viramos o mundo de cabeça-pra-baixo
Vai doer o sabugo das ideias conceber tudo isso...
Mas há de valer a pena!
Na postagem original: Tô ficando pra tia! É a conclusão que chego ao receber uma maravilhosa notícia de 3 amigos ao mesmo tempo: vão ser papais! Um miniero, um baiano e um paulista. Um blogueiro, um poeta e um jornalista. A vocês três, meus queridos, meus parabéns e uma republicação (peço desculpas aos demais, mas a ocasião exige!)... é que esta poesia que expressa o que lhes desejo diante da mais alvissareira das novidades! Felicidades! ;)
sábado, 3 de outubro de 2009
Conclusões sobre o silêncio
É destinatário e senhor dos mais belos versos que já pude compor em prosa
És detentor de todas as características subjetivas que me instigam a vida e a morte hoje
És dono e deus da minha paixão atéia e amoral
Apresentei toda minha franqueza em poesia e súplica
Expus-me inteira e completa em carne e música
Estilhacei-me enquanto a vida não me permitia um átimo de descanso ou paz
E tu?!
Tu limpas a bunda com os papéis da minha poesia...!
És detentor de todas as características subjetivas que me instigam a vida e a morte hoje
És dono e deus da minha paixão atéia e amoral
Apresentei toda minha franqueza em poesia e súplica
Expus-me inteira e completa em carne e música
Estilhacei-me enquanto a vida não me permitia um átimo de descanso ou paz
E tu?!
Tu limpas a bunda com os papéis da minha poesia...!
As cores do teu inferno
É uma pena ver tua reação amarela ao espectro multicor que se nos apresentou...
Eu esperava preto-e-branco, ou ao menos uma sensibilidade lilás...
que pudesse amainar um pouco meu vermelho tão intenso
que desse vasão e contraste ao meu espírito revolto,
hóspede e prisioneiro da patética condição humana.
Mas não, és homem mero e comum
e não o demônio que eu supunha
Então que posso esperar?
Não há o que esperar ou desejar
das cores do teu frio inferno azul...!
Eu esperava preto-e-branco, ou ao menos uma sensibilidade lilás...
que pudesse amainar um pouco meu vermelho tão intenso
que desse vasão e contraste ao meu espírito revolto,
hóspede e prisioneiro da patética condição humana.
Mas não, és homem mero e comum
e não o demônio que eu supunha
Então que posso esperar?
Não há o que esperar ou desejar
das cores do teu frio inferno azul...!
sábado, 26 de setembro de 2009
Pedaço Perdido
Saí ontem esquecida do mundo e da vida
absorta em pensamentos que mal posso recordar...
Concentrada que estava na minha própria introspecção,
acho que deixei pra trás um pedaço de mim...
Procure o meu pedaço perdido
E, ao fazê-lo, vasculhe bem a casa
Veja se não está no interior da gaveta maliciosa
ou dentro do armário discreto
Sobre a cama que pára o tempo
ou sob as caixas de som inebriante
Procure em cada azulejo de saudade do seu banheiro
e até dentro das garrafas que guardam
a essência do norte de Minas no seu bar
E, caso encontre,
fique com o meu pedaço para você.
A esta altura,
acho que ele já lhe pertence mesmo...!
absorta em pensamentos que mal posso recordar...
Concentrada que estava na minha própria introspecção,
acho que deixei pra trás um pedaço de mim...
Procure o meu pedaço perdido
E, ao fazê-lo, vasculhe bem a casa
Veja se não está no interior da gaveta maliciosa
ou dentro do armário discreto
Sobre a cama que pára o tempo
ou sob as caixas de som inebriante
Procure em cada azulejo de saudade do seu banheiro
e até dentro das garrafas que guardam
a essência do norte de Minas no seu bar
E, caso encontre,
fique com o meu pedaço para você.
A esta altura,
acho que ele já lhe pertence mesmo...!
Ansiedade
Minha ansiedade é um saco sem fundo
Um saco de areia...
a cada caneca que se retira,
há mais um balde por esvaziar
Ainda que minha ansiedade seja de mau agouro,
tem a eternidade austera das coisas sacras
Tem a persistência de um trabalhador,
um brasileiro trabalhador
Minha ansiedade é crônica
quase compulsória
E é aguda...
insistente e estridente
qual pirraça de menino
Minha ansiedade é a minha condenação,
por ambicionar do mundo mais intensidade
do que a minha própria poesia pode suportar...!
Um saco de areia...
a cada caneca que se retira,
há mais um balde por esvaziar
Ainda que minha ansiedade seja de mau agouro,
tem a eternidade austera das coisas sacras
Tem a persistência de um trabalhador,
um brasileiro trabalhador
Minha ansiedade é crônica
quase compulsória
E é aguda...
insistente e estridente
qual pirraça de menino
Minha ansiedade é a minha condenação,
por ambicionar do mundo mais intensidade
do que a minha própria poesia pode suportar...!
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
A ansiedade das multidões (2)
Sim, indubitavelmente, o que sinto
é a ansiedade das multidões!
De que outra forma possso descrever
este turbilhão desordenado
de desespero e esperança?
Não é sentimento para um homem só...
Não cabe, não pode caber!
É a ansiedade das multidões
que me invade e arrebata
Que me joga de encontro
à decadente realidade do mundo
E me suga de volta ao inferno das possibilidades
milhões e trilhões de possibilidades frustradas!
Infinitas...
Infinita ansiedade
que tumultua meu reduzido universo
e o expande
com fórceps, com força
com a intensidade das multidões ansiosas...
As multidões anseiam respostas.
Embora talvez nem saibam exatamente a que perguntas...!
é a ansiedade das multidões!
De que outra forma possso descrever
este turbilhão desordenado
de desespero e esperança?
Não é sentimento para um homem só...
Não cabe, não pode caber!
É a ansiedade das multidões
que me invade e arrebata
Que me joga de encontro
à decadente realidade do mundo
E me suga de volta ao inferno das possibilidades
milhões e trilhões de possibilidades frustradas!
Infinitas...
Infinita ansiedade
que tumultua meu reduzido universo
e o expande
com fórceps, com força
com a intensidade das multidões ansiosas...
As multidões anseiam respostas.
Embora talvez nem saibam exatamente a que perguntas...!
A ansiedade das multidões (1)
Cansei das palavras fortes
e da voz pálida com que expresso
minha ausência de sentimentos
O mundo me parece inóspito
e vazio hoje
(o mundo nunca teve sentido ou razão
É ele todo caos e rotina, uma coisa só).
Nestes dias de desespero,
percebo meu mais abominável defeito
que é também minha melhor virtude...
EU SINTO A ANSIEDADE DAS MULTIDÕES
e da voz pálida com que expresso
minha ausência de sentimentos
O mundo me parece inóspito
e vazio hoje
(o mundo nunca teve sentido ou razão
É ele todo caos e rotina, uma coisa só).
Nestes dias de desespero,
percebo meu mais abominável defeito
que é também minha melhor virtude...
EU SINTO A ANSIEDADE DAS MULTIDÕES
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Aos hipócritas
É isto que me tira o rumo, o prumo
e a prosa
É esta maldita e abençoada cumplicidade
Que me envolve, retorce, engana
e desvenda o mundo
É neste momento eterno
Absolutamente real e inimaginável
Um tempo contraditório com o mundo
com as coisas, com a vida
É no teu leito, teu sagrado leito
onde entreténs com maestria meus demônios
E é agora, ontem e amanhã
(É tudo um tempo só...!)
É este desesperado querer
que toma conta dos meus sentidos, consciência e versos
Que me arrebata
e comete arroubos de ansiedade e despautério sobre a minha razão
É este delicioso e sórdido mistério da cumplicidade
...que os hipócritas não podem entender
Sou teu demônio
Sou essa que desperta o que há de pior em ti
tudo que há de mais baixo e grotesco
Sou eu quem explora e expõe tua imundície,
tua imoralidade e tua indecência
Jogo tua vileza, tua violência e toda a tua maldade
contra teu peito
e faço com que cada sentimento mesquinho
se espalhe por tuas entranhas
Desta forma te decifro, apresento-te a ti mesmo
e à tua ridícula condição humana
Sou aquela que te descobre
e que explora absolutamente tudo em ti
que te conhece pelo que tens de mais abominável
que suga cada detalhe sórdido de tua insignificante existência
Sou eu quem absorve toda a tua decadência
Que reviro teu inferno e me entreto e me sacio
com teu desprezo pelo bom e o justo
Sou o demônio da tua cumplicidade contigo mesmo e com o mundo
Que te devora e depois te devolve pior
e melhor...!
Como demônio me alimento dos teus pecados,
teus excessos e tua carne podre
Pela minha natureza abjeta, ninguém me alimenta mais do que ti
Ninguém é mais cúmplice de tuas fraquezas e da tua fúria
Ninguém ama mais a intimidade de tua patética alcova mundana
Sou essa que despreza tudo que há em ti
E que vaga em busca dos teus vermes de pior aspecto
Pois sou demônio que vive de se alimentar desta tua cumplicidade com a realidade decadente do mundo
tudo que há de mais baixo e grotesco
Sou eu quem explora e expõe tua imundície,
tua imoralidade e tua indecência
Jogo tua vileza, tua violência e toda a tua maldade
contra teu peito
e faço com que cada sentimento mesquinho
se espalhe por tuas entranhas
Desta forma te decifro, apresento-te a ti mesmo
e à tua ridícula condição humana
Sou aquela que te descobre
e que explora absolutamente tudo em ti
que te conhece pelo que tens de mais abominável
que suga cada detalhe sórdido de tua insignificante existência
Sou eu quem absorve toda a tua decadência
Que reviro teu inferno e me entreto e me sacio
com teu desprezo pelo bom e o justo
Sou o demônio da tua cumplicidade contigo mesmo e com o mundo
Que te devora e depois te devolve pior
e melhor...!
Como demônio me alimento dos teus pecados,
teus excessos e tua carne podre
Pela minha natureza abjeta, ninguém me alimenta mais do que ti
Ninguém é mais cúmplice de tuas fraquezas e da tua fúria
Ninguém ama mais a intimidade de tua patética alcova mundana
Sou essa que despreza tudo que há em ti
E que vaga em busca dos teus vermes de pior aspecto
Pois sou demônio que vive de se alimentar desta tua cumplicidade com a realidade decadente do mundo
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