Cansei das palavras fortes
e da voz pálida com que expresso
minha ausência de sentimentos
O mundo me parece inóspito
e vazio hoje
(o mundo nunca teve sentido ou razão
É ele todo caos e rotina, uma coisa só).
Nestes dias de desespero,
percebo meu mais abominável defeito
que é também minha melhor virtude...
EU SINTO A ANSIEDADE DAS MULTIDÕES
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Aos hipócritas
É isto que me tira o rumo, o prumo
e a prosa
É esta maldita e abençoada cumplicidade
Que me envolve, retorce, engana
e desvenda o mundo
É neste momento eterno
Absolutamente real e inimaginável
Um tempo contraditório com o mundo
com as coisas, com a vida
É no teu leito, teu sagrado leito
onde entreténs com maestria meus demônios
E é agora, ontem e amanhã
(É tudo um tempo só...!)
É este desesperado querer
que toma conta dos meus sentidos, consciência e versos
Que me arrebata
e comete arroubos de ansiedade e despautério sobre a minha razão
É este delicioso e sórdido mistério da cumplicidade
...que os hipócritas não podem entender
Sou teu demônio
Sou essa que desperta o que há de pior em ti
tudo que há de mais baixo e grotesco
Sou eu quem explora e expõe tua imundície,
tua imoralidade e tua indecência
Jogo tua vileza, tua violência e toda a tua maldade
contra teu peito
e faço com que cada sentimento mesquinho
se espalhe por tuas entranhas
Desta forma te decifro, apresento-te a ti mesmo
e à tua ridícula condição humana
Sou aquela que te descobre
e que explora absolutamente tudo em ti
que te conhece pelo que tens de mais abominável
que suga cada detalhe sórdido de tua insignificante existência
Sou eu quem absorve toda a tua decadência
Que reviro teu inferno e me entreto e me sacio
com teu desprezo pelo bom e o justo
Sou o demônio da tua cumplicidade contigo mesmo e com o mundo
Que te devora e depois te devolve pior
e melhor...!
Como demônio me alimento dos teus pecados,
teus excessos e tua carne podre
Pela minha natureza abjeta, ninguém me alimenta mais do que ti
Ninguém é mais cúmplice de tuas fraquezas e da tua fúria
Ninguém ama mais a intimidade de tua patética alcova mundana
Sou essa que despreza tudo que há em ti
E que vaga em busca dos teus vermes de pior aspecto
Pois sou demônio que vive de se alimentar desta tua cumplicidade com a realidade decadente do mundo
tudo que há de mais baixo e grotesco
Sou eu quem explora e expõe tua imundície,
tua imoralidade e tua indecência
Jogo tua vileza, tua violência e toda a tua maldade
contra teu peito
e faço com que cada sentimento mesquinho
se espalhe por tuas entranhas
Desta forma te decifro, apresento-te a ti mesmo
e à tua ridícula condição humana
Sou aquela que te descobre
e que explora absolutamente tudo em ti
que te conhece pelo que tens de mais abominável
que suga cada detalhe sórdido de tua insignificante existência
Sou eu quem absorve toda a tua decadência
Que reviro teu inferno e me entreto e me sacio
com teu desprezo pelo bom e o justo
Sou o demônio da tua cumplicidade contigo mesmo e com o mundo
Que te devora e depois te devolve pior
e melhor...!
Como demônio me alimento dos teus pecados,
teus excessos e tua carne podre
Pela minha natureza abjeta, ninguém me alimenta mais do que ti
Ninguém é mais cúmplice de tuas fraquezas e da tua fúria
Ninguém ama mais a intimidade de tua patética alcova mundana
Sou essa que despreza tudo que há em ti
E que vaga em busca dos teus vermes de pior aspecto
Pois sou demônio que vive de se alimentar desta tua cumplicidade com a realidade decadente do mundo
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Aviso aos navegantes!

Jovens, interrompo as postagens poéticas para um comunicado importante... o "Botando o verso no trombone" acaba de receber um SELO!!! Viva!!!!
... E, pelas regras, devo indicar outros 10 blogs, comunicá-los, e citar 5 coisas de que gosto (adorei!).
Como o selo veio do meu presidente* Ramon Fonseca (blog "Os sonhos não envelhecem"), não posso negar o encaminhamento! rsrs Então segue:
Blogs (a ordem dos fatores não altera o produto):
1. Janela sobre a palavra - Renatinha Mielli (jornalista, e uma referência para mim)
2. Blog do Miro - Altamiro Borges (idem Renatinha)
3. Conversa Afiada - Paulo Henrique Amorim (dispensa apresentações)
4. Fatos Sociais - Théo Machado (militante da UJS-RJ)
5. Blog do Ivo - Os meninos e o povo no poder - Ivo Braga (diretor da UBES no Ceará)
6. Cozinha do NoSense - Michael Genofre (militante do PCdoB - PR)
7. DêLírios Líricos - Rubinho Berenger (um grande poeta, e muito querido)
8. Luzes Laterais - também é do Rubinho
9. UEE-MG - União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais - É claaarooooo!!! Não podia faltar! ;)
10. UCMG - União Colegial de Minas Gerais (viva os secundas!)
1. Janela sobre a palavra - Renatinha Mielli (jornalista, e uma referência para mim)
2. Blog do Miro - Altamiro Borges (idem Renatinha)
3. Conversa Afiada - Paulo Henrique Amorim (dispensa apresentações)
4. Fatos Sociais - Théo Machado (militante da UJS-RJ)
5. Blog do Ivo - Os meninos e o povo no poder - Ivo Braga (diretor da UBES no Ceará)
6. Cozinha do NoSense - Michael Genofre (militante do PCdoB - PR)
7. DêLírios Líricos - Rubinho Berenger (um grande poeta, e muito querido)
8. Luzes Laterais - também é do Rubinho
9. UEE-MG - União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais - É claaarooooo!!! Não podia faltar! ;)
10. UCMG - União Colegial de Minas Gerais (viva os secundas!)
5 coisas de que gosto (putz! só 5?):
- Amigos-queridos-que-já-fazem-parte-da-minha-família-de-tão-queridos
- Textos, palavras, verso e afins
- Morango com chocolate
- Dançar
- Ver que muitas pessoas leram o que escrevi e deixaram até comentários!
(rsrs... quase um apelo!)
Bom, é isso... e, a propósito, sobre o asterisco lá em cima:
*Ramon Fonseca foi presidente da UEE-MG entre 2002 e 2004 e pela liderança que sempre exerceu, pela referência política que se tornou para mim e pelo carinho que tenho por este jovem, será sempre meu presidente!
- Amigos-queridos-que-já-fazem-parte-da-minha-família-de-tão-queridos
- Textos, palavras, verso e afins
- Morango com chocolate
- Dançar
- Ver que muitas pessoas leram o que escrevi e deixaram até comentários!
(rsrs... quase um apelo!)
Bom, é isso... e, a propósito, sobre o asterisco lá em cima:
*Ramon Fonseca foi presidente da UEE-MG entre 2002 e 2004 e pela liderança que sempre exerceu, pela referência política que se tornou para mim e pelo carinho que tenho por este jovem, será sempre meu presidente!
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Momento
Quando absolutamente todas as palavras que pronuncio soam fúteis
e a avalanche que me atordoa a cabeça é constituída de pensamentos rasos, ridículos
Há apenas um momento que me faz achar magnífico
ser esta frágil junção de vísceras, sangue e pele...
Um momento tão natural quanto grandioso
e tão necessário quanto desejado...
e a avalanche que me atordoa a cabeça é constituída de pensamentos rasos, ridículos
Há apenas um momento que me faz achar magnífico
ser esta frágil junção de vísceras, sangue e pele...
Um momento tão natural quanto grandioso
e tão necessário quanto desejado...
A palavra paz
É neste momento em que a ausência pesa como morte...
insuportável, gera dor física
É quando os sentidos parecem não funcionar para o mundo
Funcionam apenas para agudizar uma dor pungente
que, vindo da alma, toma absolutamente todos os músculos
e os retorce
É neste preciso momento que um certo sorriso me arrebata
e me lança contra a parede da saudade
A violência do encontro
faz respingar mil beijos calorosos
em cada expressão da sua face risonha
E, passada a intensidade,
Vem o momento
em que o verbete "paz" adquire um sentido
que extrapola a burocracia do Aurélio
insuportável, gera dor física
É quando os sentidos parecem não funcionar para o mundo
Funcionam apenas para agudizar uma dor pungente
que, vindo da alma, toma absolutamente todos os músculos
e os retorce
É neste preciso momento que um certo sorriso me arrebata
e me lança contra a parede da saudade
A violência do encontro
faz respingar mil beijos calorosos
em cada expressão da sua face risonha
E, passada a intensidade,
Vem o momento
em que o verbete "paz" adquire um sentido
que extrapola a burocracia do Aurélio
Primavera
A tristeza desse frio que me corta a esperança de um novo verão
A leveza dessa primavera triste, presa entre o tórrido e o gélido dos dias
A destreza dessa vida infame, tão fulgaz quanto supérflua
Ai de mim que não sou verão ensolarado
Que como primavera me apresento frágil
e hipocritamente alegre
Ai de mim que nunca soube o que é alegria
e que dela dependo para sobreviver
A leveza dessa primavera triste, presa entre o tórrido e o gélido dos dias
A destreza dessa vida infame, tão fulgaz quanto supérflua
Ai de mim que não sou verão ensolarado
Que como primavera me apresento frágil
e hipocritamente alegre
Ai de mim que nunca soube o que é alegria
e que dela dependo para sobreviver
domingo, 16 de agosto de 2009
Saudade tem gosto de melancia
A melancia hoje tinha sabor de saudade
O pão, a nata, a geléia de goiaba
Até as cadeiras e a mesa que não balançou para derrubar meu leite da xícara
Tudo, absolutamente tudo, tem gosto, jeito e cheiro de saudade
Mas uma saudade gostosa, sem angústia ou ansiedade
Recheada de sorrisos que rolam e se espreguiçam sobre as lembranças
Uma saudade que não carrega a tristeza da distância, mas a cumplicidade do encontro
Que se regojiza ouvindo músicas, lendo poemas, vendo fotos, provando sabores familiares
E que até em novas experiências de sabores, sons e cores encontra espaço para lembranças
Entretanto, por mais deliciosa que seja essa minha saudade,
Ainda é saudade...!
E por isso carrega em si a contradição de ser ao mesmo tempo alegre e triste
Por isso, depois que enviar todas as suas músicas
Depois de lhe enviar todos os meus poemas
Depois de ver e rever repetidas vezes todas as fotos,
Venha ao meu encontro
Pegue carona nos meus sonhos ou numa nuvem passageira
Venha pelo leito de um rio, ou de um riso
Mas venha
Pois a xícara de leite não derramado,
o som da água que milagrosamente cai do alto das pedras,
e a minha cumplicidade,
Já estão com saudade
O pão, a nata, a geléia de goiaba
Até as cadeiras e a mesa que não balançou para derrubar meu leite da xícara
Tudo, absolutamente tudo, tem gosto, jeito e cheiro de saudade
Mas uma saudade gostosa, sem angústia ou ansiedade
Recheada de sorrisos que rolam e se espreguiçam sobre as lembranças
Uma saudade que não carrega a tristeza da distância, mas a cumplicidade do encontro
Que se regojiza ouvindo músicas, lendo poemas, vendo fotos, provando sabores familiares
E que até em novas experiências de sabores, sons e cores encontra espaço para lembranças
Entretanto, por mais deliciosa que seja essa minha saudade,
Ainda é saudade...!
E por isso carrega em si a contradição de ser ao mesmo tempo alegre e triste
Por isso, depois que enviar todas as suas músicas
Depois de lhe enviar todos os meus poemas
Depois de ver e rever repetidas vezes todas as fotos,
Venha ao meu encontro
Pegue carona nos meus sonhos ou numa nuvem passageira
Venha pelo leito de um rio, ou de um riso
Mas venha
Pois a xícara de leite não derramado,
o som da água que milagrosamente cai do alto das pedras,
e a minha cumplicidade,
Já estão com saudade
Jurema
Jurema é engraçada
Faz poema e não fala de amor
Jurema, tão alegre, parece amarga
Só faz poesia xingando a humanidade
Falando de decadência, medocridade e afins
Jurema é gozada
Vive romantismo e escreve realismo
Ê Jurema...!
Olha que a vida dá o troco, heim!?
Faz poema e não fala de amor
Jurema, tão alegre, parece amarga
Só faz poesia xingando a humanidade
Falando de decadência, medocridade e afins
Jurema é gozada
Vive romantismo e escreve realismo
Ê Jurema...!
Olha que a vida dá o troco, heim!?
Meu silêncio
O silêncio ensurdece
O grito liberta
O silêncio mata... e salva
O grito explode
O silêncio espera
O grito desespera
Meu silêncio não traz paz
É agitado, nervoso e torturante
Meu silêncio não tem serenidade ou tranqüilidade
E meu grito... é de alívio!
O grito liberta
O silêncio mata... e salva
O grito explode
O silêncio espera
O grito desespera
Meu silêncio não traz paz
É agitado, nervoso e torturante
Meu silêncio não tem serenidade ou tranqüilidade
E meu grito... é de alívio!
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